As piruetas estão entre os movimentos mais desafiadores do ballet. Muitas vezes, o bailarino estuda o spotting, ajusta os braços e repete o exercício inúmeras vezes, mas continua perdendo o eixo. Entretanto, o que poucos percebem é que, na maioria dos casos, o problema não está na cabeça ou nos pés, está no core mal ativado.
Entender como o core atua durante os giros é essencial para conquistar estabilidade, controle e continuidade nas piruetas.
O que significa “perder o eixo” nas piruetas?
Perder o eixo é, basicamente, deixar o centro de massa do corpo sair da linha vertical durante o giro. Então, isso pode acontecer por:
- Falta de sustentação abdominal
- Desconexão entre tronco e membros
- Instabilidade lombar e pélvica
Consequentemente, o corpo compensa com braços, cabeça ou força excessiva nos pés, tornando o giro pesado e instável.
Core: muito além do abdômen
No ballet, o core não se resume ao “abdômen contraído”. Logo, ele envolve:
- Transverso do abdômen
- Assoalho pélvico
- Multífidos (estabilizadores da coluna)
- Diafragma
Quando esses músculos trabalham de forma coordenada, criam um cinturão de estabilidade que mantém o eixo firme do início ao fim da pirueta.
Como a ativação do core mantém o eixo durante os giros
Ao ativar corretamente o core:
- A pelve se mantém neutra
- A coluna ganha sustentação sem rigidez
- O tronco gira como uma unidade
Dessa forma, o giro acontece “por inteiro”, sem que partes do corpo atrasem ou escapem do eixo central.
O erro comum: apertar demais e travar o movimento
Um dos equívocos mais frequentes é contrair excessivamente o abdômen superficial. Isso gera rigidez, bloqueia a respiração e prejudica a fluidez do giro.
Portanto, o segredo não está na força exagerada, mas no controle profundo e contínuo, com respiração organizada e ativação eficiente.
Core ativo melhora spotting, braços e apoio
Além disso, um core bem treinado melhora:
- A clareza do spotting
- A estabilidade dos braços
- O controle do apoio no pé de base
Ou seja, trabalhar o centro corporal potencializa todos os outros elementos técnicos da pirueta.
Giros estáveis começam no treino fora da barra
Por fim, para desenvolver esse nível de controle, o fortalecimento precisa ser específico e funcional. Exercícios genéricos não garantem transferência direta para a técnica do ballet.
Na minha consultoria online de treinos de fortalecimento, o trabalho de core é planejado para sustentar giros, equilíbrios e deslocamentos, respeitando o nível e as necessidades individuais de cada bailarino.
Já nas aulas do Espaço Ballet Carmem, essa ativação é aplicada diretamente na barra e no centro, transformando o treino em resultado real no palco.
Porque piruetas seguras não dependem de sorte, dependem de um centro forte e inteligente.
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