A participação do Balé da Cidade de São Paulo no Festival de Joinville 2025 gerou muitos comentários e não apenas positivos. Reconhecida por seu papel inovador na cena da dança contemporânea brasileira, a companhia levou ao palco uma proposta ousada e autoral. Porém, nem todos os espectadores estavam preparados para o que assistiram.
Para alguns, foi uma experiência transformadora: um balé que rompe barreiras estéticas, questiona padrões e desafia o público. Para outros, uma decepção. Muitas pessoas esperavam ver o virtuosismo clássico e a elegância tradicional da dança acadêmica e não encontraram isso. Nas redes sociais e até mesmo nos bastidores do festival, houve relatos de espectadores deixando a apresentação no meio, alegando que “não era balé” ou que “esperavam outra coisa”.
Essas reações escancaram uma questão antiga, mas ainda necessária: o que é balé hoje?
A proposta do Balé da Cidade nunca foi imitar o repertório clássico. Desde sua criação, a companhia aposta na inovação, na multiplicidade de corpos e linguagens, e numa dança que conversa com o presente. No entanto, a falta de preparo do público para essa estética revela o abismo que ainda existe entre o balé contemporâneo e as expectativas conservadoras em grandes festivais.
A montagem apresentada, assinada por Alejandro Ahmed, explorou dinâmicas de grupo, deslocamentos espaciais e um corpo pulsante, que não busca agradar, mas comunicar. É o tipo de balé que não oferece respostas prontas, e sim provoca perguntas.
No programa da noite, não houve tutu, nem variações conhecidas. Em vez disso, frases de movimento fluido, corpos diversos, uma trilha sonora marcante e uma fisicalidade intensa que tirava os bailarinos do chão com vigor e, muitas vezes, nos colocava para refletir no silêncio. Era um balé que não precisava de pontas para se sustentar.
Se o público estava esperando um “Lago dos Cisnes”, a quebra de expectativa foi inevitável. Mas essa é a proposta: ampliar o que entendemos por balé. Afinal, se a dança não puder evoluir e se transformar, ela corre o risco de se tornar apenas repetição do passado.
Por que Réquiem SP se destacou?
- Direção e coreografia assinadas por Alejandro Ahmed, que imprimiu uma estética urbana e contemporânea ao ballet.
- Fusão sonora entre música clássica e eletrônica, incluindo trechos de Ligeti e Venetian Snares, resultando em uma trilha sonora intensa e inovadora.
- Cenografia imersiva, com projeções digitais e elementos urbanos como motos de palco, cheiro de combustível e imagens sincronizadas que transportaram o público para a metrópole paulistana
💬 E você, o que achou da apresentação? Já viu algum espetáculo do Balé da Cidade? Vamos continuar essa conversa!
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